TÁ DANADO DE BOM – Flávia Arruda

TÁ DANADO DE BOM – Meu marido diz que eu vivo em muitas frentes, e não é que ele está certo! Outro dia cheguei em casa por volta das 11 da noite, após ter passado o dia inteirinho, em pleno domingo, num desses plantões pedagógicos de fim de semana. Daí, quando eu me sentei, meu […]

TRÊS MUDAS E UMA VIDA INTEIRA PELA FRENTE – Flávia Arruda

TRÊS MUDAS E UMA VIDA INTEIRA PELA FRENTE –  Na bolsa, três mudas de roupa. E um coração que já não cabia em silêncio. Recentemente, eu assistia O Conto da Aia e o aperto não vinha apenas da tela, vinha das lembranças. Foram vinte e cinco anos caminhando na ponta dos pés, engolindo palavras, usando […]

A ERA DO DESCARTÁVEL E O DESASSOSSEGO DE SERHUMANO – Flávia Arruda

A ERA DO DESCARTÁVEL E O DESASSOSSEGO DE SERHUMANO – Estava lendo o artigo do meu marido, João Dantas, quando uma onda desconfortável de constatações me atingiu com um raio, ele falava da pressa que mata, da tragédia que passa batida, do trânsito que vira campo de batalha. Mas, ao fechar a página, meu pensamento […]

O BEM E O MAL – Flávia Arruda

O BEM E O MAL – “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2 Coríntios 12:10) Nessa jornada, pelo caminho da nossa existência, sempre haverá tempo de provações, de testar limites e limitações. Existirão madrugadas […]

É SOBRE NOSSAS CONVERSAS – Flávia Arruda

É SOBRE NOSSAS CONVERSAS – Nossas conversas não obedecem a relógio. Elas surgem antes da hora marcada, atravessam madrugadas e se instalam sem pedir licença. Depois dos 55, parecem ainda mais urgentes, como se o tempo tivesse pressa e a gente quisesse derrubar paredes para abrir espaço. Estão na estrada para Monteiro, com João firme […]

CADA UM NO SEU QUADRADO – Flávia Arruda

CADA UM NO SEU QUADRADO – Tem gente que é mar aberto. Tem gente que é piscina de borda infinita. Tem gente que é só um copo d’água, mas servido na hora certa. E tá tudo certo. A vida não veio em forma única. Se viesse, que tédio seria o ponto de ônibus, todo mundo […]

ENTRE O INSTANTE E O ETERNO – Flávia Arruda

ENTRE O INSTANTE E O ETERNO… – A vida não pede licença. Ela entra. De chinelo, de salto, de ressaca ou de esperança. É calor que vira frio sem avisar, noite que acende o dia no susto, silêncio que tropeça no próprio som. E a gente ali, no meio, tentando parecer que entende o roteiro. […]

A MARRETA E O BOLETO – Flávia Arruda

A MARRETA E O BOLETO – Por enquanto, a única coisa que realmente quebrei foi o porquinho de moedas. A marreta continua guardada no carrinho virtual da Amazon, a parede teima em permanecer firme, e a cozinha americana, essa velha conhecida, segue lá, implacável como sempre, me olhando com aquele ar de “você não sabe […]

ELA ESTÁ AI? – Flávia Arruda

ELA ESTÁ AI? – Ela está aí? Eu, não sei como, perdi-a de vista. Ainda há pouco ela estava aqui, em minha janela, a me espiar. Interessante perceber que ela não me olhava de soslaio, como das outras vezes; na verdade, ela me encarava com um brilho exageradamente forte que me fez cegar, no justo […]

PROCURA-SE SILVA, VIVO OU MORTO – Flávia Arruda

PROCURA-SE SILVA, VIVO OU MORTO – Estava sentada de frente para o computador, rabiscando algumas palavras soltas, em busca da crônica desta semana. Os olhos já marejavam devido à claridade da tela do computador; além do mais, o nariz não me dava trégua com a conhecida e velha coriza nasal. Está pensando que vida de […]

AFINAL, O QUE VOCÊ SENTE? – Flávia Arruda

AFINAL, O QUE VOCÊ SENTE? – Escrevi esta crônica há alguns anos. Hoje, escolho republicá-la em março, mês em que se celebra o Dia da Mulher, mas faço isso propositalmente após o dia 8. Porque não aceitamos ser lembradas apenas uma vez por ano. Nossa luta não cabe em uma data, ela é diária, constante, […]

DE SEIS, VIREI QUATRO – Flávia Arruda

DE SEIS, VIREI QUATRO – Esses dias eu sonhei que me partia em seis pedaços, não de uma vez, mas aos poucos, como quem se abre por dentro e nem percebe. E cada um desses seis se dividiu em mil. Um exagero, eu sei, mas sonho gosta de nos levar ao impossível, pelo menos na […]

EM RITMO DE CARNAVAL – Flávia Arruda

EM RITMO DE CARNAVAL –  O Carnaval é aquele momento em que o Brasil se lembra de sua vocação natural: ser plural, diverso e, acima de tudo, festeiro. Em Salvador, o trio elétrico arrasta multidões como se fosse uma locomotiva de alegria, no Rio, o desfile das escolas de samba transforma a avenida em ópera […]

TONELADAS IN(DI)VISÍVEIS – Flávia Arruda

TONELADAS IN(DI)VISÍVEIS – Há pesos que não se medem em balanças, mas em silêncios. São toneladas invisíveis que se instalam nos ombros, comprimem o peito e fazem da respiração um exercício de resistência. Invisíveis para quem olha de fora, mas tão palpáveis para quem carrega dentro. E, ao mesmo tempo, divisíveis — porque às vezes […]

TONELADAS IN(DI)VISÍVEIS – Flávia Arruda

TONELADAS IN(DI)VISÍVEIS – Há pesos que não se medem em balanças, mas em silêncios. São toneladas invisíveis que se instalam nos ombros, comprimem o peito e fazem da respiração um exercício de resistência. Invisíveis para quem olha de fora, mas tão palpáveis para quem carrega dentro. E, ao mesmo tempo, divisíveis — porque às vezes […]

MENTOLADO, MAS NEM TANTO – Flávia Arruda

MENTOLADO, MAS NEM TANTO – Estava eu, deitada na minha rede, embalada pelo balanço suave e pelo cheiro de liberdade recém-nascida, refletindo sobre as últimas 24 horas. Um dia inteiro sem ele. Sem aquele velho conhecido que, por quase cinco anos, voltou a fazer parte da minha vida — depois de um hiato de vinte […]

VELHOS COSTUMES, NOVOS HÁBITOS – Flávia Arruda

VELHOS COSTUMES, NOVOS HÁBITOS – Dezembro de 2025 – O ano está na reta final, e como sempre, a gente se pergunta: o que ficou, o que mudou, o que vai? Velhos costumes, como a ansiedade de fim de ano, continuam aí, firmes e fortes. Mas novos hábitos também entraram na roda: o jeito diferente […]

VELHOS COSTUMES, NOVOS HÁBITOS… – Flávia Arruda

VELHOS COSTUMES, NOVOS HÁBITOS… – Dezembro de 2025 – O ano está na reta final, e como sempre, a gente se pergunta: o que ficou, o que mudou, o que vai? Velhos costumes, como a ansiedade de fim de ano, continuam aí, firmes e fortes. Mas novos hábitos também entraram na roda: o jeito diferente […]

REINICIAR É PRECISO… SEMPRE! – Flávia Arruda

REINICIAR É PRECISO… SEMPRE! – Natal, 2025 – Ontem, o celular resolveu me dar um susto. Eu estava distraída, apertando o nada, quando de repente… puf! Ele simplesmente desligou. Sem aviso, sem drama, só um silêncio de morte. Me deu um arrepio, tipo aquele momento em que a vida te pega desprevenido e diz: “Ei, […]

PEDAÇOS SOLTOS DE SILÊNCIO – Flávia Arruda

PEDAÇOS SOLTOS DE SILÊNCIO – Às vezes o silêncio dentro de nós é tão alto que abafa o som do mundo. É um vazio que não se enche com palavras, apenas com a dor de existir, e a pessoa fica parada, esperando que o caos interno imploda e leve junto o que resta de si. […]