Números nada favoráveis de violência doméstica nos dias de hoje chamam atenção para o fato de ser necessário um dia para lembrar uma questão que já devia estar extinta há muito tempo. O dia 25 de novembro foi escolhido para ser comemorado o Dia Nacional da Não Violência Contra a Mulher, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O dia é uma homenagem a três irmãs ativistas políticas latino-americana, que foram brutalmente assassinadas em 1961 pela ditadura de Leônidas Trujillo, na República Dominicana.
Segundo a pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre xingamentos e atentados contra a vida, o risco de uma mulher ser agredida pelo seu marido, parceiro ou ex-companheiro é nove vezes maior do que na rua ou no trabalho. Cerca de 25% das mulheres brasileiras já sofreram agressão em suas casas. A estimativa é que uma a cada cinco mulheres seja vítima de agressão física ou abuso sexual.
Em muitos casos essas agressões não são divulgadas e as mulheres, por medo, não registram queixa. Muitas campanhas tentam estimular as mulheres que sofrem agressão doméstica a denunciar, reforçando a ideia de que família é um time, e quando há violência todos perdem, tanto a mulher que é agredida como os filhos que assistem.
Para conscientizar as mulheres de seus direitos e da sua dignidade, o projeto RAABE, desenvolvido há dois anos em diversas localidades do país e do mundo sem fins lucrativos, realiza amanhã ( 24), a caminhada Rompendo o Silêncio, uma iniciativa que visa atingir o maior número de vítimas da violência contra a mulher no Rio Grande do Norte. A caminhada será realizada a partir das 13h, saindo do Parque das Dunas com destino à Igreja Universal.