As Unidades Básicas de Saúde de Natal suspenderam temporariamente a aplicação da vacina contra a Covid. A informação foi confirmada nessa quarta-feira (29) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com a pasta, o problema ocorre “devido à demanda de procura e o quantitativo limitado de doses recebidos pela pasta”.

“A SMS reforça que realizou o pedido para a reposição dos imunizantes e segue aguardando do Governo do Estado do Rio Grande do Norte o envio de novas remessas de vacinas para realizar o abastecimento das salas de vacinação da capital”, informou a pasta.

 

Inter TV visitou por pelo menos cinco unidades de saúde nas zonas Leste, Oeste e Sul da cidade na tarde desta quarta (29) e em nenhuma delas havia o imunizante.

Em algumas unidades, a falta de doses já ocorre há pelo menos duas semanas, segundo as equipes de saúde.

As unidades visitadas foram:

  • UBS São João, na Zona Leste, onde falta vacina desde a semana passada;
  • UBS Candelária, na Zona Sul, onde falta há três dias;
  • UBS Cidade da Esperança, na Zona Oeste, onde falta há duas semanas (para crianças e adultos)
  • UBS Cidade Nova, na Zona Oeste, onde a última dose foi aplicada nesta quarta (29);
  • UBS do Alecrim e da Guarita, que estão funcionando no Distrito Sanitário Leste.

 

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que vai enviar nesta semana para Natal 4.500 doses recebidas do Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, em 2026, até este mês de abril, foram recebidas do MS:

  • 702 doses de Pfizer pediátrica
  • 20.002 doses de Pfizer Baby
  • 50.010 doses de Pfizer adolescente/adulto

 

O Ministério da Saúde enviou 2,2 novas milhões de doses de vacina contra a Covid para todos os estados em abril. Entre janeiro e março, 4,1 milhões já haviam sido enviadas, com 2 milhões já aplicadas.

A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.

Quem deve se vacinar?

O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis, segundo o Ministério da Saúde.

Podem se vacinar contra a Covid:

  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

Cenário epidemiológico

Segundo o MS, em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal por Covid. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid.

O Ministério da Saúde refoça que, diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção.

“As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, informou a pasta.

Fonte: G1RN

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