O órgão foi transportado pelo helicóptero Potiguar 02, da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Norte, que pousou no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, na capital. De lá, o coração seguiu sob escolta de batedores da Secetaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) até o Hospital Rio Grande, onde o receptor aguardava na sala de cirurgia.
Morador da capital potiguar, o receptor apresentava cardiopatia grave em estágio avançado. Segundo o hospital, ele não tinha outra possibilidade de tratamento clínico ou cirúrgico.
A unidade de saúde informou que o procedimento transcorreu conforme o esperado. O paciente iniciou o tratamento imunossupressor para prevenir a rejeição do órgão. Como ele possui outras doenças associadas à insuficiência cardíaca, o quadro exige monitoramento contínuo nas primeiras horas, consideradas decisivas, e não há previsão de alta.
A logística faz parte de uma força-tarefa que envolveu equipes da Central de Transplantes do estado, profissionais de saúde, aviação da segurança pública e órgãos de trânsito. A operação múltipla pode beneficiar até seis pessoas.
O doador é um homem de 27 anos que estava internado no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, desde julho. Ele sofreu um traumatismo cranioencefálico após um acidente de moto. Com a autorização da família, foram captados o coração, o fígado, dois rins e duas córneas.
Além do helicóptero potiguar, uma aeronave vinda de Fortaleza pousou no Aeroporto Dix-Sept Rosado, em Mossoró, às 9h10, para participar da operação. A equipe cearense auxiliou na captação do fígado e dos rins, mas apenas o fígado seguiu para o estado do Ceará.
Esta é a terceira captação de órgãos e tecidos realizada pelo Hospital Regional Tarcísio Maia em 2026. A unidade também registrou a primeira captação de coração no ano, um procedimento que, segundo a instituição, não era feito no local desde antes da pandemia.
Fonte: G1RN
