Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante horário eleitoral nesta quinta-feira (22) — Foto: Reprodução
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante horário eleitoral nesta quinta-feira (22) — Foto: Reprodução

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que a Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) e o X apresentem, em até 24 horas, um detalhamento das regras das plataformas sobre inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, veiculação de anúncios eleitorais e remoção de publicações.

O corregedor analisa um pedido de investigação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra o adversário nas urnas, senador Flávio Bolsonaro (PL).

A coligação do petista alega abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, com suposto favorecimento da chapa adversária pelas plataformas digitais, além de restrições ao alcance de conteúdos favoráveis a Lula e falhas na distribuição de propaganda eleitoral.

Entre os casos citados pela campanha, está a remoção pela Meta de um vídeo do projeto Revelando no Instagram, apresentado pelo cantor MC Cabelinho e com críticas a Flávio Bolsonaro, sob alegação de uso excessivo de IA.

A equipe do presidente Lula também alega que o Grok, ferramenta do X, apresentaria respostas distintas a solicitações materialmente equivalentes relacionadas às candidaturas, além de apontar a possibilidade de geração de conteúdos político-eleitorais sem solicitação específica dos usuários.

➡️Nesta sexta-feira (23), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deve se reunir com representantes das plataformas X, Meta, TikTok e Kwai para uma reunião de alinhamento final antes do segundo turno. Eleitores vão às urnas no próximo domingo (25).

Vídeo removido

A Meta, dona do Instagram, derrubou nessa quinta-feira (22) um vídeo do cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

A publicação original abordava a acusação de que Flávio foi funcionário fantasma no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos.

Procurada pelo g1, a Meta afirmou que a derrubada do vídeo está relacionada às regras eleitorais para conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA).

Em 23 de setembro, a plataforma já tinha retirado um vídeo do mesmo canal, apresentado por Fábio Porchat.

Segundo o corregedor eleitoral, a retirada do vídeo apresentado pelo cantor “apresenta contornos suficientemente individualizados e, diante da proximidade do segundo turno, justifica a adoção de providências destinadas a esclarecer os fundamentos da remoção e a assegurar sua pronta reavaliação”.

 

Porém, ele destaca que os “elementos apresentados, contudo, não permitem concluir, neste momento, que a medida decorreu de classificação equivocada do conteúdo ou de tratamento diferenciado em razão de sua orientação político- eleitoral”.

Por isso, determina que a Meta que, no prazo de 24 horas, submeta a remoção do vídeo indicado no aditamento à revisão humana, caso ainda não realizada, e informe o resultado dessa avaliação, com indicação dos fundamentos concretos para a manutenção ou reversão da medida.

Fonte: G1

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