Embora estejam presentes em praticamente todo o Rio Grande do Norte, contabilizando 126 emissoras legalizadas, as rádios comunitárias ainda são, em sua maioria, subutilizadas. Essa é a avaliação do consultor em comunicação Ciro Pedroza. A constatação tem como base o potencial de abrangência e as possibilidades inexploradas pelos veículos de comunicação. A análise ocorreu durante a assinatura do termo de cooperação técnica entre o Sebrae no Rio Grande do Norte e a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), seção Rio Grande do Norte, na ultima terça-feira (20).

De acordo com Ciro Pedroza, falta às rádios de cunho comunitário a promoção de ideias que estimulem o desenvolvimento local e o empreendedorismo. “As rádios comunitárias precisam ser utilizadas em toda a sua força. Em muitos municípios, elas são o único meio de comunicação existente, mas falta aplicar ideias que venham a estimular o desenvolvimento da comunidade”, atesta.

De acordo com as cláusulas estabelecidas no termo de cooperação técnica, o Sebrae fará um trabalho contínuo de capacitação nas áreas de gestão e empreendedorismo junto ao sistema de radiodifusão comunitário potiguar. Para o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcante Júnior, que participou do evento realizado no Escritório Regional do Oeste, a ideia é desenvolver um trabalho focado nos conceitos de associativismo e cooperativismo, de modo que o sistema de radiodifusão seja fortalecido.

“Vamos realizar um trabalho diferenciado, que através de capacitações, poderá se transformar em modelo para outros estados. Queremos ter as rádios como nossas porta-vozes, para que o empreendedorismo e desenvolvimento cheguem a todos os municípios do Estado”, pontua.

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