Apesar dos constantes debates sobre biocombustíveis, redução de enxofre e novas tecnologias veiculares para preservar a qualidade do ar, os danos à economia e, especialmente, ao meio ambiente, o aumento do volume da queima de gás associada à geração petrolífera ainda reflete uma longa espera por soluções efetivas que, entre outras coisas, reduzam o desperdício e minimizem as mudanças climáticas.
Restrições de volume de queima de gás, limites de produção de petróleo, implementação de uma infraestrutura de escoamento desse gás são algumas opções apontadas por especialistas no setor.
No Brasil, parte do gás natural produzido em campos de óleo acaba sendo queimada em equipamentos próprios para gases residuais, os chamados flares. Esta destinação do gás natural não é produtiva e se traduz em impactos ambientais (emissão de C02) sem quaisquer benefícios econômicos.
Todavia, é preciso considerar que, ao contrário do petróleo, o gás requer uma infraestrutura bastante complexa para poder ser escoado das regiões de produção até as Unidades de Tratamento (UPGN), onde as frações mais pesadas são separadas e o gás natural ganha suas especificações técnicas de qualidade, para poder ser comercializado.
Assim, quando um novo campo de petróleo está no início de produção, em fase de desenvolvimento, ou realizando Testes de Longa Duração (TLD), não existe ainda infraestrutura para poder dar destino ao gás que não seja seu uso na própria plataforma como combustível (para geração de energia elétrica ou acionamento direto de compressores), ou ser reinjetado no campo (se tecnicamente possível). Nestas condições, o gás não usado na plataforrna (excedente) precisa ser queimado (sem efeitos úteis).