PREVALEÇA A HARMONIA –
Com as convenções partidárias voltadas a definir os candidatos para o próximo pleito eleitoral de outubro, fica encerrado o período de pre candidaturas. Agora o jogo é pra valer, valendo ponto, aliás, valendo voto.
Passada a pre temporada de digladiação entre antagônicos, num explosivo vale tudo exacerbado, com direito a plateia de sectários e entusiastas. Caçadores de folha corrida e atestado de bons (ou maus) antecedentes, dotados de opiniões irredutíveis, destilando suas preferências, com polemicas, animosidade, postagem de mensagens nadas construtivas, difamatórias e desmoralizantes ao sabor das suas convicções.
No jargão dos políticos, cada eleição é um palanque, não se repetindo nas eleições seguintes.
Exemplo evidente é o antagonismo presente entre os partidos PT e o PL. Em contra ponto, nas eleições de 2002, tinha-se a aliança entre PT e PL, elegendo respectivamente, para presidente o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente, industrial José Alencar.
Ao contrário da política, não existe intermitência de palanques para abrigar amigos com preferências e diversidades de opiniões. Amizade verdadeira é perene hoje, amanhã e sempre.
Que agora se faça uma convenção mental voltada a compreender, definir e se compenetrar do jogo político eleitoral com harmonia, tolerância, serenidade e respeito as preferências de cada qual.
Democracia é isso: diversidade, pluralidade, expressões pessoais de pontos de vista, preferências partidárias e até mesmo devoção por caudilhos de plantão. “Toda unanimidade é burra” – frase célere do escritor, dramaturgo e jornalista brasileiro Nelson Rodrigues.
Afinal, a melhor contribuição é estabelecer um modelo mental focado, propositivo, construtivista, voltado a crítica proativa de ideias, propósitos, propostas, plano de governo, conteúdos programáticos e sugestões, dentro das expectativas de performance em cima dos candidatos para os cargos eletivos, sobretudo, do poder executivo.
Moisés de Aguiar –Economista
