A Polícia Civil investiga o desaparecimento de um professor de futebol de um projeto social desenvolvido no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal.

De acordo com a polícia, um boletim de ocorrência foi registrado na manhã de domingo (26) com o desaparecimento de Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos. Até 9h50, atualização mais recente desta reportagem, ele não havia sido encontrado, segundo a família.

A falta de informações sobre o paradeiro do educador provocou uma onda de comoção no bairro. Na tarde de segunda-feira (27), familiares, alunos e moradores do bairro fizeram um protesto e fecharam por mais de 2 horas a Avenida Boa Sorte, uma das principais da Zona Norte de Natal.

Eles colocaram fogo em pneus e restos de sofá. O objetivo do protesto era chamar a atenção das autoridades para o caso.

À polícia, os familiares disseram que foram informados de que homens teriam invadido a residência da vítima, subtraído aparelhos televisores e levado o morador do local.

“O boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado à unidade responsável pela apuração dos fatos, que já iniciou as diligências para esclarecer as circunstâncias do caso”, informou a Polícia Civil, em nota.

 

“A Polícia Civil ressalta que, até o momento, as informações constantes no boletim de ocorrência estão sendo objeto de investigação e somente poderão ser confirmadas após a conclusão das diligências”, completou.

Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia 181.

Projeto Fênix

Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, é professor e ativista social. Ele é fundador do Projeto Fênix e há quase duas décadas dedica a vida a transformação social de crianças e adolescentes por meio do esporte, utilizando o futebol como instrumento de inclusão, cidadania e prevenção à violência.

Em 2018, ele foi personagem de uma reportagem do Fantástico, que contou a história do projeto em meio ao cenário do bairro Nossa Senhora Apresentação, que tinha os maiores índices de violência da capital potiguar.

Por conta do projeto, na tentativa de manter os jovens afastados da criminalidade, Daniel se tornou uma referência na comunidade.

Fonte: G1RN

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