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Pela primeira vez no Rio Grande do Norte, dois jovens com síndrome de Down atuam como mesários nas eleições. Frederico Augusto da Silva de Carvalho Filho, de 25 anos, é 2º mesário da Seção 381, no Concitel (Conselho Comunitário de Cidade Satélite), no bairro Pitimbu, em Natal.
Gabriel Santiago Gomes, de 29 anos, exerce a mesma função na Seção 264, no Colégio Master, na Avenida Ayrton Senna.
Fredinho decidiu ser mesário por iniciativa própria, segundo a mãe, Milena Rocha. Ele vota desde os 18 anos e chegou à seção ansioso para começar o trabalho. “Chegou lá, cumprimentando quem já estava na sessão, se apresentou”, contou Milena.
Para a mãe, a experiência mostra que o filho pode participar ativamente da sociedade e exercer funções além daquelas que costumam ser atribuídas às pessoas com deficiência.
“É também a certeza de que ele não precisa apenas estar incluído, ele pode contribuir, fazer a diferença e ocupar espaços de protagonismo”, afirmou.
A mãe também disse que a família acompanha cada conquista de Fredinho com emoção e que experiências como essa ajudam a mostrar as capacidades das pessoas com deficiência.
“Como família, acompanhamos cada conquista com o coração cheio de emoção, porque sabemos o quanto momentos como esse são importantes para construir uma sociedade em que as pessoas com deficiência sejam vistas pelo que são capazes de fazer, e não pelas limitações que muitos ainda enxergam”, disse.
No caso de Gabriel, a oportunidade de atuar como mesário surgiu depois de ele se voluntariar junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). Segundo o pai, Anailson Gomes, Gabriel deixou o nome à disposição e posteriormente recebeu a convocação para trabalhar nas eleições gerais de 2026.
“Gabriel tem 29 anos e tem ciência de sua cidadania, inclusive mostrando à sociedade a capacidade das pessoas com síndrome de Down”, afirmou o pai.
Anailson conta que Gabriel é ativo na busca pelos próprios direitos e também tem consciência das obrigações como cidadão.
“Como qualquer brasileiro, independentemente da deficiência, está exercendo a cidadania”, disse.
Na manhã deste domingo, o pai deixou Gabriel no Colégio Master, onde funciona a Seção 264. Segundo ele, o filho estava animado e rapidamente se integrou à equipe no local.
“Estava bem motivado e logo se relacionou com a equipe de trabalho, foi muito bem acolhido”, contou Anailson.
Fonte: Agência Brasil