OS SÍMBOLOS DA RAINHA –

Causou curiosidade a quem assistiu ao cerimonial de sepultamento de Elizabeth II – falecida na quinta-feira (8) e enterrada no dia 19 próximo passado, na Grã-Bretanha -, o significado do estandarte, da coroa e das demais peças que repousavam sobre o caixão da rainha. Eu mesmo diligenciei ações até me inteirar da representatividade dos objetos e quanto à pompa do evento.

Como citei acima, além do estandarte e da coroa, notamos também o cetro e o orbe. O caixão estava envolto pelo Estandarte Real, que representa o poder do monarca no Reino Unido, tradicionalmente fixado nas residências e nos veículos oficiais da rainha ou rei, podendo também ser hasteado em prédios públicos quando da presença do monarca.

A coroa do Estado Imperial é uma das principais joias e símbolo da Coroa Britânica. É usada pelo monarca ao deixar a Abadia de Westminster quando do final de sua coroação e, também, na abertura anual do Parlamento.

O cetro foi criado para a coroação do rei Charles II, em 1661. É uma joia de ouro com uma pomba de asas estendidas empoleirada numa cruz para simbolizar o Espírito Santo. Representa o papel espiritual e pastoral do soberano. Finalmente, o orbe. É composto por uma esfera oca de ouro cravejada de esmeraldas, rubis e safiras, rodeada de diamantes e fileiras de pérolas. No topo, uma cruz cravejada de diamantes. Esse globo coroado com uma cruz simboliza o mundo cristão.

Nada disso eu sabia…E até se justifica, pois não tenho obrigação de conhecer a tradição daquela nação de além-mar. Porém, duvido que quaisquer dos integrantes dentre a molecada inglesa não tenham aprendido isso tudo nos bancos escolares e saibam responder na ponta da língua a diversos questionamentos sobre o tema.

Agora voltemos ao nosso querido Brasil. Quais são os símbolos nacionais? Quais as suas representatividades? Partamos do pressuposto que os conhecemos. Os quatro símbolos da República Federativa do Brasil são a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, o Brasão (Armas) da Repúblicas e o Selo Nacional. Isso eu aprendi ainda no Grupo Escolar Áurea Barros, situado no Tirol, na Avenida Afonso Pena, pertinho de minha casa na Rua Mossoró. Consolidei o aprendizado no Ginásio São Luiz, de propriedade de Pe. Eymard L’Eraistre Monteiro. Nesse último estabelecimento, de tanto cantar antes de entrar na sala de aula eu gravei na memória os hinos Nacional e o dedicado à Bandeira.

A maioria da juventude atual prioriza a bandeira e o hino como os principais símbolos da nação, desconhece estar o brasão e o selo no mesmo patamar de importância. Pudera. Vendo tantos exemplos de desrespeito e esculacho com tais símbolos não seria para menos a postura de descaso de nossos jovens.

Quem ama a pátria não esquecerá da postura da filha do compositor João Gilberto, Bebel Gilberto, ao pisar na bandeira do Brasil durante show em São

Francisco, nos Estados Unidos. A dita cantora, nascida em Nova Iorque, depois da besteira que fez tentou se desculpar dizendo: I’am sorry. I’am sorry Brazil.

Pode quem quiser esquecer da grosseria da dita cuja pisando na minha, na nossa bandeira, mas, cá entre nós, eu que nunca ouvi uma de suas músicas ou assisti a quaisquer de suas apresentações, agora é que não as ouço nem vejo jamais. “Vade-retro, some da minha vida, nunca mais quero saber de tu, Bebel!”

 

 

 

 

 

José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil

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