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Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (11) investiga um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal de ICMS, associação criminosa e falsidade documental em uma rede de lojas de autopeças de veículos no Rio Grande do Norte. O nome da empresa não foi divulgado.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco cidades do estado: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara.
De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte, que atuou na ação, o objetivo da operação é desarticular um esquema fraudulento de fracionamento de faturamento de grupo econômico que atua no setor de autopeças.
A operação busca ainda apreender provas do esquema e assegurar a descapitalização patrimonial dos investigados.
Segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a operação possibilitou a identificação de um fluxo de sonegação e movimentações suspeitas que ultrapassa a cifra de R$ 2,8 milhões reinjetados na empresa líder, além da blindagem fraudulenta de imóvel milionário.
Foram apreendidos documentos, mídias digitais, computadores, telefones celulares, equipamentos eletrônicos, numerário em espécie e veículos.
A Justiça também sequestrou e bloqueou um prédio comercial avaliado em R$ 6 milhões situado no bairro Dix-Sept Rosado, em Natal.
A operação Catálise foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Rio Grande do Norte (Gaesf/RN).
➡️ O Gaesf é um núcleo especializado que atua na investigação e no enfrentamento que envolvem esquemas de sonegação fiscal e prejuízos aos cofres públicos. No RN, integram o grupo MP, Sefaz, Polícia Civil, Polícia Militar e Procuradoria-Geral do Estado.
Empresas de fachada
De acordo com a Sefaz, a investigação apontou a existência de uma rede de empresas de fachada, também chamadas de empesas satélites, que foram registradas em nome de “laranjas”.
Eses laranjas, segundo a investigação, eram assalariados e familiares dos integrantes do esquema.
O objetivo era usar essas empresas para fracionar artificialmente o faturamento do grupo, burlando o limite legal do Simples Nacional e sonegando o ICMS devido.
De acordo com o Sefaz, o grupo recolhia o faturamento em espécie e promovia triangulações financeiras em contas de passagem de pessoa física para reinjetar os capitais ilícitos na empresa principal.
Os investigados também simularam a doação da sede do estabelecimento com assinatura falsificada para blindar o patrimônio contra execuções fiscais e processos de divórcio.
A Sefaz informou que as investigações prosseguem para a análise do material apreendido, extração forense de dados, apuração do valor exato do prejuízo causado aos cofres públicos estaduais e eventual oferecimento de denúncia criminal contra os envolvidos.
Fonte: G1RN