Os mandados da Operação Gravata, como foi denominada, foram cumpridos nas cidades de Natal, Parnamirim, Macaíba e Nísia Floresta. Aparelhos celulares, substância entorpecente, dinheiro em espécie e até um veículo blindado na operação foram apreendidos na operação.
De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As investigações apontaram, segundo a PF, que uma liderança da organização criminosa teria continuado a transmitir ordens, mesmo preso, utilizando duas advogadas como intermediárias.
“Em razão disso, também foram impostas medidas cautelares que proíbem as investigadas de realizarem visitas a pessoas privadas de liberdade e de frequentar estabelecimentos prisionais”, informou, em nota, a PF.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) informou que acompanhou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão contra as duas advogadas e que atua “para assegurar o pleno respeito às prerrogativas profissionais da advocacia e à legalidade dos procedimentos adotados pelas autoridades competentes”.
A OAB informou que o acompanhamento do caso tem como finalidade a defesa das prerrogativas da advocacia, da Constituição e do Estado Democrático de Direito, “não se confundindo com a defesa particular de profissionais eventualmente investigados ou envolvidos em quaisquer procedimentos judiciais ou administrativos”.
Além disso, a instituição reforçou que não compactua com nenhum ato ilícito, que seguirá acompanhando o desenrolar das investigações e que adotará as medidas institucionais cabíveis no âmbito de sua competência.
Segundo a PF, em uma das diligências, uma das investigadas ocultou o próprio aparelho celular no interior de uma máquina de lavar roupas.
As ordens judiciais foram expedidas pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
➡️ A FICCO/RN é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, pela Polícia Penal do Rio Grande do Norte e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, que atuam de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.
Fonte: G1RN
