O RESSENTIMENTO –

O ressentimento mantém a dor viva.

Quando guardamos uma ofensa, continuamos presos ao momento em que fomos feridos. Perdoar, porém, liberta a consciência e devolve paz ao coração.

O verdadeiro perdão nasce quando compreendemos que aquele que pratica o mal muitas vezes não tem consciência do que faz. Dominado pela ignorância e pelas forças imperfeitas, torna-se instrumento de atitudes que ferem a si mesmo e aos outros.

Por isso, precisamos vigiar diariamente os nossos pensamentos, palavras e ações. Uma palavra impensada pode ferir profundamente. Uma atitude impura sempre produz consequências para quem a pratica.

No momento mais doloroso de sua missão, o Cristo-Jesus mostrou-nos a grandeza do perdão:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”

E também nos ensinou:

“Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra.”

“Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem.”

Em verdade vos digo:
Perdoar não significa aceitar a injustiça, permanecer em situações de violência ou permitir que o mal continue. Podemos estabelecer limites, afastar-nos e buscar proteção sem alimentar ódio ou desejo de vingança.

Quem se reconhece como vida espiritual não permite que uma ofensa domine a sua paz.

Quem vive o amor compreende as fraquezas daquele que ainda age sob o domínio da ignorância.

E quem consagra a sua vida a Deus transforma a dor em aprendizado, a ofensa em compreensão e o ressentimento em perdão.

Liberte o coração. Preserve a sua paz. Escolha o amor.

Medite e pense nisto.

Perdoar não muda o que aconteceu, mas impede que o passado continue ferindo o presente.

 

 

Arca da Sagrada Aliança – Movimento Cristão 

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