O AMOR E O PERDÃO –

Por que amar?
Por que perdoar?

Porque não há amor
onde o perdão não habita.

E perdoar
é uma das formas mais puras
de amar.

Em essência,
és espírito —
consciência que se manifesta,
alma que experimenta,
vida que se revela.

Mas, na forma humana,
ainda te percebes separado,
único,
como se estivesses à parte do todo.

E é justamente aqui,
neste corpo,
nesta mente,
neste instante de existência,
que te é dado o dom de enxergar além —
de reconhecer a unidade da vida.

É no silêncio do autoencontro
que descobres:
o amor nunca foi aprendido…
ele sempre esteve em ti.

Amar é unir.
É envolver o outro em paz.
É reconhecer-se no outro.

Perdoar
é amar em estado elevado.

É não guardar a dor.
É não alimentar o ressentimento.
É não revidar.
É compreender
mesmo quando não se é compreendido.

O Cristo-Jesus nos ensina:

Ama.
Ama até quem te fere.
Ama até quem não te entende.
Ama até quando tudo em ti pede reação.

E quando perguntamos ao Cristo:

“Quantas vezes devo perdoar?”

A resposta é infinita:
Não sete…
mas setenta vezes sete.

Porque o perdão
não se conta —
vive-se.

Aquele que foi perdoado
e não perdoa
ainda não compreendeu a graça que recebeu.

Em verdade:
Quem ama, perdoa.

E quem diz amar,
mas rejeita o outro,
ainda não tocou o amor.

Ainda se vê separado.
Ainda caminha na ilusão
de ser apenas matéria.

Por isso,
medita.

O que é o amor?
Como se vive o amor?
Como se torna o próprio amor?

Perdoar pode parecer difícil no início —
porque ainda há, na alma,
raízes do instinto inferior.

Mas, quando te libertas,
algo muda…

E então,
o amor não é mais esforço —
é natureza.

Ele flui.
Ele vibra.
Ele é.

Medite e pense nisto.

 

 

 

 

Arca da Sagrada Aliança – Movimento Cristão

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *