Nos últimos doze meses, a quantidade de micro e pequenas empresas (MPE) formalizadas no Rio Grande do Norte deu um salto. O número de pequenos negócios enquadradas no Simples Nacional, o regime simplificado de arrecadação de tributos, passou de 63,8 mil para 83 mil empresas entre agosto de 2011 e o início deste mês, um acréscimo de 30,1%.

As informações são da Receita Federal e dão conta que a maior contribuição vem da figura jurídica do Empreendedor Individual (EI), que atualmente representa quase a metade do quantitativo dos optantes do Simples no Rio Grande do Norte.

Foram formalizados nesse período 19.259 negócios, incluindo EI e MPE, todos enquadrados no sistema simplificado. São negócios como o da empresária Vera Lúcia Andrade, que, nesse intervalo de tempo, abriu uma empresa, a Yayagut, especializada frozen iogurte. Apesar de comercializar um produto cujas vendas variam conforme a estação, em apenas um ano de abertura, o negócio quase dobrou o faturamento mensal, passando de R$ 8 mil para mais de R$ 15 mil em média.

Uma das explicações para a ampliação de empresas inseridas no Simples tem a ver com o aumento nos limites de receitas para enquadramento, que passaram a vigorar desde o início do ano. O teto de faturamento bruto anual da microempresa subiu de R$ 240 mil para R$ 360 mil e o da pequena passou de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. O limite máximo do Empreendedor Individual também foi alterado, saindo de R$ 36 mil para R$ 60 mil por ano.

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