O aumento dos preços acima da previsão da inflação enviada ao Congresso pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para elaboração do Orçamento de 2014 deverá levar a União a gastar cerca de R$ 1,5 bilhão a mais com pagamentos de despesas atreladas ao salário mínimo. Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, autor do cálculo, o gasto adicional, se confirmado, decorrerá da diferença entre a inflação efetiva no fim do ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado no ajuste do salário mínimo, e a taxa prevista pelo governo na LDO.
Pela proposta, com o mínimo sendo reajustado em janeiro com base na inflação de 5,20% mais variação de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 0,90%, os gastos da União com despesas atreladas ao mínimo subiriam de atuais R$ 206 bilhões para R$ 218,5 bilhões. A despesa da União no valor de R$ 220 bilhões, segundo o economista, cobre também gastos com o déficit geral de Previdência Social, benefício da Renda Mensal Vitalícia, Lei Orgânica de Assistência Social e o Fundo de Amparo ao Trabalhador.
E a situação poderá piorar, pois o Congresso tem até 17 de julho para revisar a proposta do governo, de alta do mínimo de R$ 678 para R$ 713,50. Pela mediana da Focus, o mínimo chegaria a R$ 718,30. Mas a previsão da Austin Rating é de que o Congresso eleve para R$ 724,45 o valor a partir de 1º de janeiro.