O Rio Grande do Norte acumulou um saldo positivo na geração de postos de trabalho com carteira assinada na última década. De 2003 a 2012, o estado acumulou pouco mais de 175 mil empregos. O desempenho mais significativo foi registrado nas empresas que possuem até 19 funcionários. Somente nos últimos sete anos, o número de contratações suplantou o de demissões nas microempresas, chegando a um saldo de 132,9 mil vagas. As informações constam na Análise da Evolução do Mercado de Trabalho Formal, documento elaborado pela equipe técnica do Sebrae no Rio Grande do Norte e divulgada nesta sexta-feira, dia primeiro de março.

A análise verifica o comportamento da geração de empregos no estado, comparando com a evolução verificada nos demais estados da região Nordeste e restante do Brasil ao longo da última década com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), considerando a série ajustada. Segundo a análise, o ano de 2010 figura como o período de maior geração de empregos formais tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Norte. O saldo foi de 2,5 milhões em todo o País e 29.7 mil no Estado.

São Paulo é o maior gerador de empregos do Brasil, responsável por 25,84 % dos novos empregos celetistas gerados em 2012, enquanto o RN responde por 0,94%, ocupa a 18ª colocação no Brasil e a 6ª posição na região Nordeste. No Rio Grande do Norte, a diferença entre o número de empregos gerados em 2012 e em 2011 foi de somente quatro vagas a menos, em 2012, apesar de o crescimento proporcional em relação aos demais estados nordestinos ter saltado de 3,7% para 6,4%. Isso ocorreu não em função do maior número de empregos em território potiguar, mas pela redução em outras unidades da Federação, principalmente Alagoas.

O documento elaborado pelo Sebrae-RN comprova a relação entre o tamanho da empresa e os empregos gerados, principalmente em épocas de crise. Nos últimos anos, esse fato vem se acentuando, principalmente pela extinção de postos de trabalho nas médias e grandes empresas, e até na pequena empresa.

Brasil, Nordeste e Rio Grande do Norte apresentam situação semelhante no tocante à representatividade da microempresa na criação de novos empregos. No Nordeste, em 2012, as microempresas foram responsáveis por pouco menos de 200% dos empregos gerados, uma vez que nas demais faixas de empresas as demissões superaram as admissões. Situação semelhante é observada no RN, com números menores.

Pela série histórica, entre 2006 e 2012, o saldo acumulado de empregos no Rio Grande do Norte por porte ficou distribuído da seguinte forma: microempresas (132.942 empregos), Pequenas Empresas (4.197 empregos), médias empresas (5.973 empregos) e grandes empresas (-13.822 empregos).

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