Perplexo com a dimensão das manifestações que tomam conta das ruas do País e as implicações destes protestos para a queda da popularidade da presidenta Dilma Rousseff, o Governo Federal decidiu estabelecer um “canal de diálogo” nas redes sociais para ouvir jovens, informou nesta sexta-feira a secretária nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República, Severine Macedo. As manifestações viraram palco para a reivindicação de uma série de demandas – como transporte público, educação e saúde “padrão Fifa”.

“Precisamos ampliar e qualificar os espaços de participação e de ouvir a opinião da juventude, e para isso estamos propondo a criação do observatório participativo, que será lançado sem ser na próxima semana, na outra, para que a gente possa ter um canal de diálogo permanente com os jovens, através das redes sociais para consultas públicas e aprofundar o conteúdo a cerca dos temas de juventude”, disse Severine.

A presidente Dilma Rousseff e os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, receberam na sexta-feira no Palácio do Planalto movimentos ligados à juventude, como União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pastoral da Juventude, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Marcha das Vadias, Marcha Mundial das Mulheres e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)

As redes sociais têm sido usadas para a mobilização e convocação de protestos. Conforme informou o Estado, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) montou às pressas uma operação para monitorar a internet, após a dimensão cada vez mais crescente dos protestos. O governo destacou oficiais de inteligência para acompanhar, por meio do Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, a movimentação dos manifestantes

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