Os poços da petroleira OGX, de Eike Batista, atualmente em operação no campo de Tubarão Azul não terão sua produção aumentada e poderão parar de produzir ao longo de 2014, informou nesta segunda-feira (1º) a empresa, em comunicado ao mercado. “A Companhia concluiu que não existe, no momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável o desenvolvimento dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Diante desse fato, a Companhia submeterá à ANP requerimento no sentido de suspender o desenvolvimento dos campos acima indicados”, diz o comunicado.

Os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda), Rodolpho Tourinho Neto (Minas e Energia) e Ellen Gracie (Supremo Tribunal Federal) deixaram o Conselho de Administração da OGXno último dia 21. No último dia 14, a agência de classificação de risco Fitch reduziu as notas de crédito da petroleira OGX, de Eike Batista. As notas de curto prazo foram rebaixadas de “B-” para “CCC”, enquanto as de longo prazo caíram de “BB+” para “CCC”. As notas indicam alto risco de inadimplência.

“O rebaixamento do rating reflete a maior incerteza em relação à vontade e capacidade do controlador da OGX, Eike Batista, de honrar o aporte US$ 1 bilhão na companhia”, afirmou a Fitch. “Mais cedo esta semana, a OGX informou que Batista reduziu sua fatia na companhia a 58,92%, através da venda de 2,17% das ações da OGX em maio. Ainda que essa venda seja majoritariamente simbólica, faz crescer as preocupações sobre o compromisso de Batista com a companhia”, dizia o texto.

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