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A Colômbia autorizou os Estados Unidos a realizar operações militares conjuntas no combate ao narcotráfico, anunciou nessa quarta-feira (12), no Panamá, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. Uma data para o início das ações não foi divulgada.
A cooperação ocorre após o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, decidir ingressar no “Escudo das Américas”, uma coalizão antidrogas liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo Hegseth.
O anúncio foi feito durante uma reunião da aliança, que reúne cerca de 20 países.
“Por meio do recém-empossado presidente (…), a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror”, afirmou o chefe do Pentágono.
Na última sexta-feira, durante a posse em um regimento militar, De la Espriella afirmou que pretende combater “sem trégua o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas”. Na ocasião, também descartou negociar a paz com grupos armados.
No mesmo dia, o Departamento de Estado americano anunciou que pretende destinar US$ 1 bilhão à Colômbia para ações na área de segurança.
A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo, enquanto os Estados Unidos são o maior consumidor.
Vários grupos ilegais que se financiam com o narcotráfico atuam no território colombiano. Essas organizações reúnem cerca de 25 mil pessoas, segundo relatório da Fundação Ideias para a Paz baseado em dados oficiais de 2025.
Fonte: G1