DO CAOS AO QUÂNTICO –

Depois de longo período de confortável aceitação quase geral da teoria da harmonia e imutabilidade dos movimentos das massas, no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX uma série de descobertas deu origem a um novo campo na física, relacionada ao comportamento dos objetos. Em 1907 o cientista britânico Harold Edwin Hurst deu início ao que ficou conhecido como a teoria do caos.

Descobriu que um evento seguido por outro similar, tende a se repetir. Essa teoria, aplicada à física e à matemática, explica o funcionamento de sistemas dinâmicos e complexos, que contêm parâmetros e elementos variáveis, cujos resultados são determinados pela ação desses fatores, de maneira aleatória. Assim, nenhum movimento seria permanentemente simétrico e linear, vez que o movimento dos corpos seria influenciado por fatores não previsíveis.

A teoria do caos se sedimentou nos anos 1960, com as pesquisas realizadas por Edward Lorenz. Seus estudos, com base em fundamentos matemáticos, foram os primeiros a adotar o que ficou conhecido como o “atrator estranho de Lorenz”. Em síntese, a teoria do caos trabalha com o acaso, visando evidenciar probabilidades.

Paralelamente aos estudos que culminaram com a teoria do caos, outras pesquisas “culminaram na formulação da mecânica quântica”, que estuda moléculas, átomos, prótons, elétrons, nêutrons e demais partículas subatômicas. Sua aplicação prática está relacionada, por exemplo, aos estudos da superfluidez e da supercondutividade, para o que os instrumentos usados pela física tradicional se mostram inapropriados.

Quando um fenômeno exige a aplicação dos conceitos da mecânica quântica, é porque esse evento tem as características do que se convencionou chamar de “momento angular” de ação.

Ao introduzir o conceito da imprevisibilidade ou do acaso, a mecânica quântica substituiu o determinismo científico por uma visão probabilística da natureza, entendendo que a matéria é uma consequência física de um estado que precede a outro estado. Para a mecânica quântica não há movimentos estáticos e lineares, todos os
movimentos podem ser dinâmicos, inesperados e incertos. Em síntese, a mecânica quântica trabalha com elementos imprevisíveis, para evidenciar probabilidades.

Partindo do princípio de que as ciências interagem entre si, a mecânica quântica terminou por fazer surgir um novo ramo da matemática. Tradicionalmente essa é uma ciência que trabalha com quantidades mensuráveis – absolutas, relativas, geométricas ou topológicas –, usando fórmulas, equações, teoremas e funções como instrumentos de suas análises e constatações, empregando números reais ou números complexos (assim chamados os números que têm um determinante imaginário). Foi nas análises funcionais, aquelas que tratam de dimensões e espaços imensuráveis, que a mecânica quântica foi buscar o ferramental necessário para a sua formulação teórica.

A matemática quântica faz uso da análise, geometria, topologia e álgebra com funções não lineares, trabalhando com elementos imprevisíveis para demonstrar possibilidades de resultados, isso é, resultados possíveis. Embora inicialmente contestada, hoje a mecânica quântica é amplamente aceita, depois que seu posicionamento teórico se comprovou correto. Em síntese, a matemática quântica trabalha com elementos imprevisíveis, para detectar probabilidades.

 

 

 

 

 

Tomislav R. Femenick – Mestre em economia, historiador

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