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O potiguar Emerson Albuquerque, de 29 anos, é um daqueles aficionados pelo disco de vinil. Morador de Natal, ele começou a colecionar os primeiros álbuns quando tinha 15 anos de idade, aproveitando dois LPs da avó.
Desde então, nunca mais parou. Quase quinze anos depois, reúne mais de 2 mil vinis em casa.
“Minha vó tinha dois LPs em casa, que pertenceram ao meu avô. E depois que eu peguei esses dois discos, fiquei, pesquisei ali quem eram os dois cantores e a partir disso aí me encantei pelo vinil e comecei a pesquisar. E aí foi surgindo esse amor, essa paixão pelo colecionismo”, falou.
- O Dia Nacional do Disco de Vinil é comemorado nesta segunda-feira, 20 de abril, no Brasil. A data foi instituída em 1978, homenageando o cantor e compositor Ataulfo Alves, que faleceu neste mesmo dia no ano de 1969.
O colecionador tem álbuns lançados desde 1920. Entre o material, alguns discos potiguares raros, como de Núbia Lafaiete, Fátima Melo, Gilliard, Fernando Luiz, da banda Detroir e o primeiro da banda Grafith.
“Quando eu comecei a colecionar, eu encontrava bastantes discos de pessoas que foram do nosso estado e que conseguiram chegar ao palco nacional, como Carlos Alexandre, Fernando Luiz, entre outros cantores”, explicou.
“E aí eu comecei a desenvolver também essa vontade de pesquisar e não ficar somente para mim, mas também de compartilhar com as outras pessoas essas bandas, esses grupos que fizeram sucesso aqui no nosso estado”.
Discos seguem sendo lançados
O arquivologista Emerson Carlos abriu uma loja de discos de vinil há três anos em sociedade com a irmã em Natal. E ele diz que se engana que há apenas discos antigos à venda ou que os vinis ficaram no passado.
“Os artistas contemporâneos, principalmente as chamadas musas do pop, elas lançam os álbuns em formato de vinil e CD para os fãs. Para propiciar para o fã dessa nova geração ter o disco, o álbum, colecionar e escutar de uma forma diferente”, falou.
Emerson Carlos é responsável por buscar parte do acervo para venda na loja. Para ele, ouvir um vinil – algo físico em tempos de músicas em streaming – é uma espécie de ritual.
“O mais gostoso é ouvir a música de forma coletiva, que você tem o ritual, você pega o disco, olha, lê o encarte, quem compôs as músicas, em que estúdio foi gravado. Então, é apaixonante e prazeroso”, completou.
Fonte: G1RN