O debate dos vereadores sobre o projeto que cancelava a lei do reajuste salarial, onde o salário de vereador passa de R$ 15 mil para R$ 17 mil, terminou em acusação entre Sandro Pimentel (PSOL) e Adão Eridan (PR), com o vereador do PSOL ingressando com ação na Comissão de Ética do Legislativo e ainda com uma ação judicial contra o parlamentar do PR. O caso ocorreu na sessão de ontem (19) do Legislativo. Ainda no pequeno expediente, o vereador Adão Eridan, em pronunciamento, disse que Pimentel, autor do projeto que cancelava o reajuste, seria “mentiroso” por divulgar que os vereadores dessa legislatura haviam aprovado o aumento.

O parlamentar do PSOL entrou no plenário e contestou a acusação. Ele disse que não estava mentindo e lembrou que com o seu projeto os vereadores tiveram oportunidade de cancelar o aumento aprovado na legislatura passada, mas não fizeram. Adão Eridan insistiu em chamar Sandro Pimentel de mentiroso. O vereador do PSOL entrou com uma representação na Comissão de Ética do Legislativo e já acionou a assessoria jurídica para processar o parlamentar do PR por danos morais. “Doze vereadores foram reeleitos para essa legislatura, portanto, 12 votaram um aumento para os seus próprios salários”, ressaltou Sandro Pimentel.

A votação do projeto 09/2013, que pretendia cancelar o aumento do subsídio dos vereadores não encerra o debate sobre reajuste salarial. A Câmara Municipal de Natal ainda votará o projeto 10/2013 que propõe cancelar o aumento do salário de prefeito, que passaria de R$ 14 mil para R$ 25 mil, e dos secretários de R$ 8 mil para R$ 15 mil no próximo ano. A proposta também é de autoria do vereador Sandro Pimentel.

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