A crise da zona do euro não foi capaz de interromper o ritmo da atividade da construção civil no Brasil em 2011, mostra a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada ontem. O estudo produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que as incorporações, obras e serviços realizadas pelas empresas do setor totalizaram R$ 286,6 bilhões, o que representa um crescimento de 4,5% em termos reais em relação a 2010. No mesmo período de comparação, a receita operacional líquida do segmento teve uma alta de 3,2%, para R$ 268,5 bilhões.

Segundo o IBGE, a desoneração do IPI em material de construção, o aumento dos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infraestrutura e a forte expansão do crédito imobiliário explicam esse desempenho. Além disso, os investimentos oriundos de ações do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida, também contribuíram para a alta. Juntos, esses fatores acabaram minimizando os efeitos da conjuntura econômica internacional mais adversa no ano de 2011.

O bom desempenho da indústria de construção teve reflexos positivos na quantidade de pessoas empregadas pelo setor e na massa salarial associada. O levantamento do IBGE mostra que o número de pessoas ocupadas pela indústria cresceu 7,7% de 2010 para 2011, adicionando 190 mil novos postos de trabalho. Já o salário médio mensal era de R$ 1,437 mil. Descontada a inflação do período, o IBGE informou que houve um aumento real de 3,8% sobre a média de 2010, que foi de R$ 1,305 mil.

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