O governo federal divulgou na última semana a segunda etapa do Start-Up Brasil, programa que pretende acelerar o desenvolvimento de novas empresas de tecnologia. O objetivo é fomentar 100 startups inovadoras com R$ 200 mil em bolsas para cada uma. Nove aceleradoras selecionadas vão oferecer apoio e investir outros R$ 36 milhões nessas empresas em troca de participação societária. Ao final do programa, as que tiverem melhor desempenho terão acesso a outros R$ 100 milhões.

A iniciativa, que integra o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), se baseia em iniciativas internacionais bem-sucedidas, como o Startup Chile e o Startup America, e tenta resolver dois velhos problemas brasileiros: a informalidade e a falta de capacitação do empreendedor. Ao mesmo tempo, oferece capital para tentar reduzir o atraso tecnológico e ampliar a competitividade do País em um mercado em que o custo do crédito é alto.

O programa gerou muita expectativa, mas os dois últimos editais foram motivo de polêmica. Quem é do mercado diz que o modelo adotado é semelhante ao de outras iniciativas públicas que tiveram baixo impacto. Ao definir que qualquer empresa formalizada com menos de três anos seja uma possível candidata, o governo permite que se misturem pequenas empresas e startups. Se a banca avaliadora não distinguir esses negócios, o programa ficará parecido com outros.

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