O aumento do número de acidentes, a indiscriminada prática da ambulancioteria, a recente suspensão dos serviços de baixa e média complexidade, na área de ortopedia ambulatorial, pelo município de Natal, são tidos pelas autoridades médicas como alguns dos fatores que tem provocado transtornos ao hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) .
Segundo os registros do HWG, de sexta (21) até o dia de ontem (24), 694 pessoas deram entrada na unidade, grande parte vítima de acidentes e necessitando de atendimento de urgência. A demanda elevada, mais uma vez, lotou a unidade. As maiores ocorrências foram com motos. Oitenta e três pessoas foram assistidas no PS em decorrência de quedas e colisões sobre os veículos de duas rodas.
Ciclistas, pedestres, passageiros e motoristas, juntos, somaram outras 32 ocorrências. Os ferimentos por arma de fogo totalizaram 14 vítimas. Já o volume de pessoas atendidas com quadro clínico de urgência (sob risco iminente de agravamento de seu estado de saúde ou até óbito) somaram 405 assistidos. A alta demanda de pacientes internados na unidade também foi sentida nas áreas como politrauma e observação.
A diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, afirma que esses finais de semana com maior número de atendimentos no PS sempre levam o Walfredo Gurgel a sofrer com a sua capacidade assistencial extrapolada. Para ela, isso mostra como as redes municipais de Saúde, em todo o estado, continuam fragilizadas. “Não podemos contar com as unidades básicas como as UPAs para nos dar suporte e por isso absorvemos toda a demanda. Fico apreensiva com a chegada do carnaval”, concluiu.
