Rede municipal de ensino de Natal tem 51 mil alunos matriculados — Foto: Arquivo g1
Rede municipal de ensino de Natal tem 51 mil alunos matriculados — Foto: Arquivo g1

Os professores da rede municipal de Natal decidiram suspender a greve da categoria após uma nova manifestação do Tribunal de Justiça do Estado (TJRN). A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) nessa segunda-feira (24).

A suspensão ocorre após o TJRN determinar o retorno imediato dos professores às salas de aula e elevar de R$ 10 mil para R$ 50 mil a multa diária aplicada ao sindicato em caso de descumprimento da decisão.

Além da multa, a decisão determina o desconto dos dias não trabalhados pelos servidores que aderiram ao movimento.

A rede municipal de Natal tem 147 unidades de ensino, sendo 73 escolas e 74 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com 51.908 estudantes matriculados.

Sindicato vai recorrer ao STF

Em nota, o Sinte-RN informou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão. Segundo a entidade, a greve obedeceu aos trâmites legais.

O sindicato afirmou ainda que, apesar da suspensão do movimento, os trabalhadores permanecerão em “estado permanente de greve”.

“Politicamente, ficou acordado que a luta não termina após a suspensão da greve. Ao contrário, a categoria vai permanecer em estado permanente de greve, denunciando a situação da educação pública de Natal”, informou o sindicato.

O Sinte-RN também marcou um ato público em frente à Prefeitura de Natal para esta quarta-feira (26), a partir das 8h.

Entenda a greve

A greve dos professores da rede municipal de Natal foi iniciada em 6 de agosto. Em 17 de agosto, o TJRN já havia determinado a suspensão do movimento e o retorno dos professores às salas de aula em 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A decisão anterior havia sido tomada pelo desembargador Glauber Rêgo após pedido da Prefeitura de Natal.

O município alegou à Justiça que mantinha uma mesa de negociação com os professores e que o sindicato não havia apresentado um plano de contingenciamento para indicar quais unidades, turmas e serviços permaneceriam funcionando durante a paralisação.

Fonte: G1RN

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