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Nem sempre eu escrevo completamente tudo o que penso sobre alguns determinados assuntos. E isso não se deve a nenhum ataque de medo ou de autocensura. É apenas uma providencial preocupação para evitar desdobramentos desnecessários e belicosos sobre o tema abordado na ocasião. Porque todos nós sabemos que a cada ação corresponde uma reação, como nos foi ensinado nos primeiros estudos da Física. E que às vezes essas reações ocorrem até de forma desproporcional ao que as originaram.

Eu só vou à exaustão no tratamento e na discussão de um assunto polêmico quando percebo que isso é imprescindível. E que uma abordagem mais incisiva sobre ele pode acarretar algo de bom e concreto para a coletividade. E influenciar de forma positiva o contexto onde eu estou inserido. Com isso mudando posturas e comportamentos para melhor, alertando e clamando por alteração de procedimentos e condutas, seja em que área for e através de quem quer que seja.

Como ao longo de vários meses, por exemplo, quando questionei muito sobre a violência em Natal e no Estado. E foram tantas as cobranças, que passei a ser convidado a participar de muitos eventos que trataram do tema Segurança Publica. Principalmente nos últimos seis meses do ano passado. Como curioso da matéria e como jornalista cobrador. Fui à exaustão, porém prometi a mim mesmo não tocar mais nesse assunto por um bom tempo, até para não me tornar chato.

Mesmo assim, eu não pude deixar de ceder à última tentação de dizer en passant às novas autoridades da área, que as primeiras propostas apresentadas à população ainda estão muito tímidas. Aquém da real necessidade da cidade e dos cidadãos. E que ainda tem muito lugar sem policial nas ruas. Inclusive na orla marítima da cidade, como em Areia Preta, onde recentemente o vice – governador foi vitima de assalto ao sair de uma reunião de trabalho no apartamento do próprio governador do estado.

Mas são muitos os outros problemas que ocorrem em diversos setores e que clamam pela atenção das nossas novas autoridades. E que precisam ser ditos para gerarem solução. Como por exemplo, o muro de contenção do calçadão da Avenida Governador Silvio Pedroza, ameaçado de desmoronamento por falta de manutenção. O assunto foi levado ao conhecimento do DER, que confirmou a necessidade urgente de recuperação, mas alegou falta de recursos para efetuar a obra. O desmoronamento, se acontecer, terá a mesma repercussão da encosta da Rua Guanabara. Metade da avenida vai desaparecer.

Por isso a necessidade de se tratar de problemas de vez em quando. Sem a acidez da critica mordaz, mas com sensatez e a objetividade da reinvindicação. E a consciência de se estar contribuindo para melhorar a cidade e a vida das pessoas. Esperando que não se esteja apenas jogando palavras ao vento e que no final, prevaleça o velho ditado: Agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Que assim seja.

Nelson FreireEconomista, Jornalista e Bacharel em Direito

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