AGORA É PRÁ VALER –
Após alguns dias afastado do burburinho que se avizinha com mais uma eleição presidencial, eu fui consultar as últimas notícias políticas e policiais do momento. Abri a Folha de São Paulo pensando encontrar algo diferente do cotidiano do nosso país, mas nada achei de diferente.
Estavam lá: PF põe senador sob suspeita de tentar interferir em investigação no Maranhão; Dino tira sigilo do caso. Mais adiante: Alcolumbre destrava tramitação do fim da escala 6×1 após encontro com Lula; e, complementando o noticiário: Kassab diz que centrão está com Lula e vê chance zero de Flavio se eleger.
Pois bem, Lula (PT) subiu ao palanque e prometeu alvíssaras. Garantiu o controle estatal e estratégico sobre recursos naturais, energia e produção de alimentos; defesa de recursos para o fortalecimento econômico e tecnológico do país; focar na transformação educacional, no combate à violência contra a mulher e na criação de políticas voltadas para os idosos, entre outros compromissos.
Já Flávio Bolsonaro (PL), denominou o seu programa de governo de “Para o Brasil vencer o Atraso”. Prometeu forte corte de gastos públicos, redução do número de ministérios, barateamento do custo de vida via eliminação de impostos e endurecimento das leis de segurança pública.
Assegurou, também, investimento projetado de R$ 900 bilhões em quatro anos em setores como transportes, portos e ferrovias, incluindo um projeto ferroviário ligando capitais nordestinas.
Já Ronaldo Caiado (PSD), enfatizou o seu programa de governo em um ajuste fiscal rígido com o “Orçamento da Verdade”, criação do Ministério da Segurança Pública, enquadramento de facções como terrorismo doméstico, fim da reeleição e prioridades em saúde e educação.
Enquanto isso, Gilberto Kassab, presidente do Partido Social Democrático (PSD) e candidato a vice-presidente de Ronaldo Caiado na eleição presidencial deste 2026, foi categórico ao declarar durante encontro com mais de 200 empresários de setores agro, indústria e mineração, em São Paulo, que o Centrão apoia Lula.
Ou seja, as coligações estão sendo montadas para apoiar as candidaturas do PT e do PL, (Lula e Flávio), fornecendo combustível para alavancar a continuidade do bipartidarismo que, para nosso desencanto, parece não sofrer descontinuidade.
Enquanto isso, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) parecem peixes fora d’água com suas candidaturas marcadas pela falta de entusiasmo público. Embora eu confesse haver gostado da proposta do Renan de criar presídios de segurança máxima em locais isolados, além de uma unidade de grande porte no Ceará, para enfrentamento do crime organizado.
Agora é prá valer! Seria uma dádiva para o nosso país darmos um basta ao bipartidarismo. Precisamos de sangue novo, soluções inéditas e entusiasmo renovado. Precisamos de um Brasil melhor, com menos sofrimento e desprovido da vergonha causada pela corrupção institucionalizada.
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
