A VOLTA POR CIMA –

Escrevi, em crônica passada (no período da famigerada pandemia), sobre o nosso futebol.

Relatei a minha preocupação com a situação pandêmica pela qual passaria o futebol, em decorrência da obediência de um período de inativação. Veio o momento pós-pandemia, o andar da carruagem já não era tão ritmado. Foi realmente muito difícil o atravessar da estrada para o bom retorno; os desafios enfrentados foram árduos e bem desgastantes.

Ficamos desacreditados. Passamos a ocupar as piores posições no ranking do futebol brasileiro. Mas resistimos. Procuramos avançar e acreditar em uma breve reabilitação. Mérito para as suas jovens diretorias e pela persistente cobrança de seus abnegados torcedores, na certeza de momentos melhores.

As coisas foram tomando forma e rumo, o crédito foi voltando. Melhoramos, sim; os resultados positivos foram aparecendo. Seus jovens e guerreiros abnegados administradores foram à luta e retiraram da cartola mágica o coelho vitorioso. Formaram uma boa comissão técnica, um bom elenco e criaram um ambiente de muita harmonia. Saíram para a guerra com muita munição (bolas), sem intimidação e com muita determinação.

Os resultados positivos começaram a chegar; o futebol potiguar voltou às manchetes nacionais, com os nomes dos nossos representantes: ABC e América FC.

Conseguimos, com o América, o título de campeão nacional da Série D de forma brilhante e memorável, em jogo realizado no Estádio Manduzão, interior de Minas Gerais, mesmo perdendo a partida por 1 X 0 para o Pouso Alegre, pois havia vencido em Natal, na Arena das Dunas, por 2 X 0; já o ABC FC, obteve de forma brilhante e heroicamente o resultado de um empate com o time do Figueirense, conseguindo a vaga na série B, ainda mais podendo ser campeão em disputa com o time do Mirassol paulista.

Parabéns para todos que fizeram parte dessa caminhada vitoriosa, que acreditaram e não pouparam esforços para fazer voltar a alegria e o  orgulho dos seus torcedores e elevar  o nome do futebol potiguar no cenário do futebol brasileiro.

Estamos orgulhosos!

 

 

Berilo de Castro – Médico e Escritor,  [email protected]

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