Tenho me esforçado muito para manter a rotina dos exercícios físicos. A natação foi substituída pela musculação por orientação médica. Preciso ganhar massa muscular. Tento ir ao menos cinco vezes por semana à academia. Nem sempre consigo, mas continuo tentando. Prometi a mim mesma não reclamar desse compromisso ou de contar até 15 repetidas vezes. E nem fazer cara feia ao ouvir os homens fazendo “uhhhhh” ao levantarem peso. Essa parece a parte mais difícil.
Bem, essa parte concorre diretamente com meu problema com a escada da academia. São três pequenos lances com 8, 7 e 6 degraus. Sim, conto os degraus de todas as escadas que subo. E essa, em particular, me incomoda demais. Por que o engenheiro não fez a média? 7-7-7! Seria perfeito! Mas, não! Subo tentando manter em mente que são só degraus, mas eles podiam ter uma estética melhor, né?
Lembro de um antigo apartamento que, para chegar ao mar, descíamos 151 degraus bem distribuídos em diferentes lances. Contava e recontava aqueles degraus e me admirava com sua distribuição coerente. Me dava paz!
Então, o último jogo do Brasil nessa copa me vem à memória. Penso na escalação. Nem estou dizendo quem devia estar em campo ou quem devia cobrar os pênaltis! Falo dessas coisas de 4-2-3-1, 3-2-5, 4-2-4 ou sei lá o que mais, que chamam de esquemas táticos. Parece-me papo furado. Entendo de futebol? Claro que não! Mas, prefiro todos os jogadores disponíveis e aptos para fazer gol e acertar os pênaltis, não importando se são 4-2-3-1 ou 3-2-5. Podia ser qualquer número, menos 1×2.
É! Dessa vez não deu…
Bárbara Seabra – Cirurgiã-dentista, Autora de “O diário de uma gordinha” e Escritora
