A Presidência da República divulgou nota oficial nessa terça-feira (8) na qual afirma que não será enviada ao Congresso proposta de aumento das alíquotas do Imposto de Renda.

O texto assinado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência diz que o presidente Michel Temer fez “menção genérica” nesta terça, em São Paulo, a estudos sobre o assunto. O aumento do imposto serviria para elevar a arrecadação do governo, em dificuldades para obter receitas e cumprir a meta fiscal deste ano, que já prevê um déficit de R$ 139 bilhões.

“Esclarecemos que hoje esses estudos estão focados prioritariamente em reduzir despesas e cortar gastos, na tentativa obstinada de evitar o aumento da carga tributária brasileira”, diz a nota.

Após participar da abertura de congresso da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Temer afirmou:

“Há estudos, há dos mais variados estudos. São estudos que se fazem rotineiramente. A todo momento estão fazendo planejamento nos setores da economia, eles fazem esses estudos. São estudos que estão sendo feitos, mas nada decidido.”

A declaração de Temer provocou reação imediata, inclusive de aliados do peemedebista. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou que um eventual aumento da alíquota do IR “não passa” na Casa. Questionado sobre o assunto, Maia afirmou: “Se tiver que passar pela Câmara, não passa”.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, classificou como “retrocesso” uma eventual alta de tributos. Para ele, ao estudar a elevação dos tributos para alcançar a meta fiscal, “o governo dá um sinal errado, na hora errada”.

“Um eventual aumento dos tributos ampliará a recessão, pois retirará recursos do consumo, da produção e da geração de empregos”, disse.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a hipótese de aumento do IR de “desespero de um governo incompetente e sem rumo”.

“Para a CUT, a tabela de Imposto de Renda deve ser atualizada anualmente pela inflação. Mas, Temer não atualizou a tabela em 2017 nem mexeu na faixa de isenção, o que vem penalizando os trabalhadores com menores salários”, diz em nota a central sindical.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou a existência dos estudos da área técnica da equipe econômica, mas disse que ainda não há nenhuma decisão sobre o assunto e que só haverá aumento de impostos em “último caso”.

Fonte: G1

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