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O Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de suicídios. Somente no ano de 2012, foram registrados 11.821 casos. Em Natal, os números não são menos alarmantes, em 2015, a região Metropolitana registrou 294 casos. Este ano foi registrado 196 até o dia 31 de julho, segundo a Polícia Militar.

O presidente da Associação Norte-Riograndense de Psiquiatria, Leonardo Barbosa,  falou sobre a campanha “Setembro Amarelo”, que alerta para o problema. Para ele, a questão é de saúde pública, já que a depressão é responsável por quase 40% dos casos registrados.

“Quem comete suicídio ou é muito forte ou muito fraco. É um ato de desespero de quem tentou aliviar um sofrimento”, explica.

Barbosa falou ainda que a prevenção ao suicídio passa pelo tratamento de doenças como depressão, esquizofrenia e abusos de substancias como remédios e drogas. Ele lembrou que o ditado popular “Cão que ladra não morde” não funciona quando o assunto é suicídio. O psiquiatra conta que os números mundiais são alarmantes e chega a 800 mil suicídios por ano. Segundo ele uma pessoa tira a vida a cada 40 segundos, e a cada três uma pessoa tenta. No Brasil, são cerca de 32 mortes por dia relacionadas a suicídios.

Ainda segundo dados internacionais, o Brasil é o 4º país com maior taxa de aumento de casos da América Latina. Esta silenciosa epidemia fez com que a comunidade médica brasileira voltasse sua atenção para este que já um problema de saúde pública.

Para os psiquiatras, o comportamento suicida é sintoma de uma doença mental em 98% dos casos, e essas mortes poderiam ser evitadas caso os sinais fossem detectados há tempo pela família.

Importante também saber que  o comportamento suicida tem razões multifatoriais, com raízes psicológicas, biológicas, culturais e socioambientais, não podendo ser ligado a um fato específico e pontual da vida da pessoa, ou como um ato de fraqueza.

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