Fachada da boate Kiss na tarde de segunda-feira (28) (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

O delegado Marcos Vianna, responsável pelo inquérito do incêndio na boate Kiss, disse ao G1 que uma soma de quatro fatores contribuiu para a tragédia que matou 231 pessoas em Santa Maria durante uma festa universitária no último domingo (27). A combinação que influenciou no grande número de mortos reúne falhas e exigências de segurança desrespeitadas pela boate e pela banda, segundo ele. Até a manhã desta terça-feira (29), mais de 30 pessoas já haviam prestado depoimento na 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria.

Quatro pessoas foram detidas, com prisão temporária de cinco dias decretada. Entre elas estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann. O vocalista e o responsável pela segurança do palco da banda Gurizada Fandangueira também estão detidos. Os integrantes da banda e Hoffmann foram transferidos para o Presídio de Santo Antão, a cerca de 7 km do centro da cidade. Spohr está internado em um hospital em Cruz Alta.

Para Vianna, quatro fatores, em especial, contribuíram para que o incêndio na Kiss deixasse um número tão grande de vítimas: 1) o fato de a boate ter apenas uma saída e a porta ser de tamanho reduzido; 2) o uso de um artefato sinalizador em um local fechado; 3) o excesso de pessoas no local e 4) a espuma usada no revestimento, que pode não ter sido a mais indicada e ter influenciado na formação de gás tóxico, contribuindo para as mortes.

*Com informações do G1

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