A continuidade das taxas negativas da produção industrial brasileira confirma uma queda de 3,5% nos três primeiros trimestres de 2012. A dificuldade para retomada do crescimento, mesmo com a preocupação do governo ao longo do ano, ainda amplia a percepção de vulnerabilidade da economia brasileira, frente à crise mundial, segundo a edição da carta de conjuntura da Fundação de Economia e Estatística (FEE), divulgada ontem. Por outro lado, ações de governo, como a redução da taxa de juros e a manutenção dos patamares atuais do câmbio, podem colaborar para cenários mais atrativos no ano que vem.
Um dos indicadores mais preocupantes levantados pelo estudo foi o de quedas acentuadas em atividades que costumam envolver cadeias distintas. Neste contexto, os destaques negativos ficaram por conta de materiais eletrônicos (16,3%), veículos automotores (-15,4%) e máquinas para escritórios e equipamentos de informática (-13%). No caso dos bens de consumo não duráveis, tabaco (-15,3%) e vestuário (11,2%) aumentam a lista de setores prejudicados.