“As necessidades são infinitas, mas a disponibilidade de recursos é finita”, disse o Controlador Geral do RN, Anselmo Carvalho, durante a audiência pública que aconteceu na trade de ontem, na Assembleia Legislativa, para discutir o OGE 2013 e a situação financeira do Estado. Ele afirmou que ao elaborar a peça orçamentária, o governo levou em conta a execução que ocorreu até o primeiro semestre deste ano, com valores corrigidos pela inflação do período, permitindo a projeção para 2013.

Anselmo Carvalho disse que, entre outras dificuldades, a folha de pagamento de 2012 deve fechar o ano com R$ 500 milhões a mais que a do ano anterior “Nunca vai ser possível satisfazer todas as necessidades dos poderes e órgãos, mesmo de ampla legitimidade”, reconheceu.

O deputado Fernando Mineiro, propositor da audiência, se disse preocupado com as reduções em áreas como o turismo, assistência social, reforma e regularização fundiária e sugeriu que no próximo ano, o governo, antes de remeter o orçamento à Casa, realize um debate prévio com a sociedade e as instituições: “Vamos esperar que a gente mude a cultura de discutir orçamento de maneira fechada sem poder avançar e definir melhor as prioridades”, concluiu.

O debate contou com a presença dos integrantes da Comissão de Finanças e Fiscalização da ALRN (CFF), que analisa o orçamento e cujo relator é o deputado José Dias (PMDB): o presidente da CFF, Tomba Farias (PSB) e o deputado Hermano Morais (PMDB). Além deles, outros deputados participaram do debate, George Soares (PR) e Fábio Dantas (PHS).

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