Além de Roberto Jefferson, o revisor julga a participação de réus do PP e os integrantes do PL (atual PR), PMDB e PTB. A expectativa é de que Lewandowski termine de ler seu voto ainda nesta sessão e os demais ministros votem o item 6 da denúncia na quarta-feira, 26. Com isso, na quinta-feira, 27, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, começaria a julgar o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como chefe do esquema.
Durante essa semana, a oitava do julgamento, o STF avalia os réus do núcleo politico, que estão acusados de corrupção passiva. Na última quinta, Lewandowski não relacionou o esquema de pagamento de parlamentares no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva a uma suposta compra de apoio político no Congresso. “Era um acordo de financiamento de campanha”, disse durante a leitura de seu voto sobre os políticos que receberam dinheiro do valerioduto.
A posição de Lewandowski contrastou com a de Barbosa, segundo quem o mensalão foi um esquema de compra de votos. Uma eventual vitória da versão segundo a qual o mensalão foi um esquema de caixa 2 afasta o caso do governo Lula.
