Em comunicado oficial divulgado à imprensa, o monarca disse que recebeu com “profunda preocupação” a notícia, mas que “a lei deve seguir seu curso”.
“Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes… Deixe-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso”, declarou.
Charles está sob crescente pressão por causa do irmão. Mesmo após fazê-lo renunciar ao título de príncipe e expulsá-lo de sua residência oficial em Windsor, o rei tem sido alvo de críticas.
Durante uma visita oficial à cidade de Clitheroe, ao norte da Inglaterra, Charles foi confrontado sobre as polêmicas de Andrew. Enquanto cumprimentava súditos, um homem na multidão o questionou.
“Charles , há quanto tempo você sabe sobre Andrew e Epstein?”, gritou o homem, sendo repreendido por outras pessoas.
No dia 9, após a abertura da investigação policial contra Andrew sobre os supostos documentos confidenciais enviados por ele a Epstein, o Palácio de Buckingham afirmou em comunicado que estava pronto para oferecer apoio ao trabalho de apuração caso fosse solicitado.
Pouco antes, no mesmo dia, o príncipe William e a princesa Kate Middleton também declararam estar “profundamente preocupados” com as revelações do caso.
Saiba mais sobre a prisão
O ex-príncipe Andrew foi preso em sua casa nesta quinta-feira (19) pela polícia do Reino Unido em meio a investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, informou a rede britânica “BBC”.
A polícia do Vale do Tâmisa informou que prendeu um homem na casa dos 60 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público após “avaliação minuciosa”, e que mantém o suspeito sob sua custódia. No entanto, não mencionou explicitamente o nome de Andrew sob justificativa de proteger a identidade do preso.
A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, que completou 66 anos nesta quinta, ocorre cerca de uma semana após a polícia do Reino Unido ter aberto investigação para apurar se o ex-príncipe enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Segundo a “BBC”, caso o ex-príncipe seja considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público, ele poderia ser condenado à prisão perpétua.
O ex-príncipe britânico aparece diversas vezes em arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA desde dezembro. Uma coleção de fotos mostra, por exemplo, Andrew aparece ajoelhado e inclinado sobre uma mulher cujo rosto foi censurado.
Andrew também foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha de acusação do caso Epstein, quando a mulher era menor de idade. Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou essas acusações de Virginia Giuffre, que, segundo sua família, morreu por suicídio na Austrália em 25 de abril de 2025, aos 41 anos.
O ex-príncipe nega todas as acusações contra ele, tanto a de passar relatórios confidenciais a Epstein quanto a de agressão sexual.
