Até o final do mês de novembro, as obras de ampliação do Hospital Santa Catarina, que contempla um novo pronto-socorro, deverão ser concluídas para atendimento à população. A reforma começou a ser feita em 2009 e desde então vem sofrendo interrupções por questões burocráticas.

Veja trecho da matéria d’O Jornal de Hoje:

 As obras de ampliação do Hospital Doutor José Pedro Bezerra, popularmente conhecido como Hospital Santa Catarina, deverão ser concluídas ainda neste mês de novembro. A inauguração do novo pronto-socorro, que beneficiará centenas dos atendimentos diários da unidade estadual de saúde, está prevista para o dia 28. Enquanto isso, médicos, servidores e usuários do hospital reclamam de alguns déficits da estrutura, como, por exemplo, a ausência de condicionadores de ar nos setores e superpopulação nos corredores.

Os problemas de estrutura física, falta de médicos e abastecimentos de remédios vinham prejudicando o funcionamento do hospital, que é considerado o segundo maior hospital de urgência e emergência do Estado. Entretanto, de acordo com o diretor médico da unidade, Leonardo Mota, os entraves da estrutura estão perto de serem sanados. “Por causa de processos burocráticos, essas reformas vieram se arrastando até os dias de hoje. Os problemas existem, não estou aqui para encobrir isso, mas as pessoas falam demais”, disse o diretor.

As reformas de reestruturação do Hospital Santa Catarina iniciaram legalmente em 2009, conforme calendário do Estado. Problemas políticos, econômicos e de licitação dificultaram a conclusão da obra em um tempo hábil, disse o diretor médico. “Isso dificultou um pouco a nossa vida, já que somos responsáveis por uma demanda de mais de 1 milhão de habitantes, que inclui moradores da zona Norte da capital, da Grande Natal e municípios do litoral Norte”, afirma Leonardo Mota.

Segundo Leonardo, a falência do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Estado fez com que a demanda do hospital aumentasse. Os pacientes que não conseguem atendimento em seus municípios de origem acabam se voltando para a estrutura oferecida no Santa Catarina. “Com a demanda aumentada, precisamos melhorar a nossa estrutura física, mas também a de recursos humanos. Só que esse processo leva um longo tempo e a Secretária de Saúde demora a dar procedimento”, disse.

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