PIB 2

A palavra recessão por anos causou calafrios aos brasileiros. Ela voltou a dar as caras no país em 2009, logo depois do estouro da maior crise econômica mundial desde 1929. E agora pode ser ouvida muito em breve. No jargão econômico, recessão técnica é quando a economia cai durante dois trimestres consecutivos. Foi isso o que aconteceu entre julho e dezembro de 2013, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), visto pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

No quarto trimestre do ano passado, o indicador teve queda de 0,17%. Três meses antes, havia recuado 0,21%. Os números indicam que a economia brasileira encolheu durante metade do ano passado. Não fosse o crescimento mais forte registrado entre janeiro e junho, de 1,88%, o indicador do BC teria encerrado 2013 no vermelho. No cômputo geral, apresentou alta de 2,57%, em função, também, da comparação favorável com o desempenho fraco de 2012.

Para que esses números confirmem o quadro de recessão técnica, é preciso que o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE,) tenha encolhido por dois trimestres consecutivos. Esse quadro hoje é visto como possível pelos especialistas. Entre julho e setembro, a atividade encolheu 0,5%, causando comoção no governo.

E ainda pior do que a economia ter encolhido durante a segunda metade de 2013, é o fato de que a esperada reação projetada para este ano ainda não aconteceu.  Se o PIB entre janeiro e março também tiver retração,  não serão dois, mas três trimestres consecutivos de queda na economia brasileira. E isso é muito ruim.

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