Presos do Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio irão concorrer ao Prêmio Inovarre 2016, que tem como objetivo o reconhecimento e a disseminação de práticas transformadoras que se desenvolvem no interior do sistema de Justiça do país. Ao todo, cinquenta e seis detentos participam do projeto. Cada livro lido é comentado pelo leitor através de uma resenha escrita que é corrigida e avaliada por professores voluntários. Os textos do projeto representam uma remição de quatro dias da pena para o preso participante.

Esta já é a terceira etapa do projeto que ocorreu em 2015, e é uma das ações de ressocialização do Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio, que já conta com a participação de três professores voluntários. O Projeto de Leitura está regulamentado por uma portaria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e representa uma alternativa para dezenas de internos da unidade que despertam para atividades literárias.

Quarenta presos fizeram parte das duas primeiras etapas do programa no ano passado e nesta terceira etapa, três turmas estão montadas e funcionando, totalizando cinquenta e seis internos. Participam presos do regime fechado masculino e do regime feminino. Na prática, cada interno lê um ou mais livros da biblioteca montada na unidade e faz uma ou mais resenhas após a leitura.

Os professores corrigem a resenha e o preso recebe da justiça uma remição de quatro dias da pena. O Juiz de Execuções Penais Cláudio Mendes e a diretora da unidade Alrivaneide Lourenço de Oliveira, são os mentores do projeto que é único no Sistema Prisional Potiguar. Por causa desse projeto a unidade prisional mossoroense concorre, com o Projeto Leitura ao Prêmio Inovare 2016. Uma equipe do Prêmio Inovare, de Brasília, esteve recentemente em Mossoró para conhecer o trabalho e teceu muitos elogios ao projeto.

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