Rafael começou na dublagem há cerca de dois anos e foi escolhido para o papel após indicação de pessoas com quem já havia trabalhado.
Segundo ele, a produtora buscava um perfil específico: um dublador nordestino, jovem e com uma voz que combinasse com o personagem.
“Eu sempre brincava com meus pais, perguntando quando ia aparecer a oportunidade de colocar esse meu lado nordestino em algum personagem. Nunca imaginei que seria logo em um protagonista. Foi uma surpresa muito boa”, contou.
Sotaque e identidade nordestina
Apesar de ter saído de Mossoró ainda criança, Rafael mantém uma grande ligação com o Rio Grande do Norte e com o Nordeste. Ele viveu em diferentes cidades por causa do trabalho do pai, mas visitava o estado de origem com frequência durante as férias.
Em 2019, chegou a morar com a avó em Natal por um ano e meio, quando iniciou o curso de Engenharia Química na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Segundo o ator, a vivência entre o RN e a Bahia, onde também morou, ajudou na construção do personagem.
“Foi um trabalho muito gostoso e nostálgico. Consegui colocar o meu sotaque, as gírias, esse nosso jeito de falar. A gente teve o cuidado de dosar para não ficar nem demais nem de menos”, disse.
Segundo ele, a equipe buscou respeitar a construção original do personagem, mas adaptando a linguagem para que o público brasileiro se identificasse.
“A gente se baseia muito no que a produção propõe, mas também coloca a nossa cara. O Zeca é muito desenrolado, divertido, sonhador e humilde. Tentamos trazer tudo isso na voz”, afirmou.
Processo de dublagem
Rafael explica que o processo de dublagem começa antes mesmo da chegada do filme completo. Primeiro, são gravados os trailers. Só depois o elenco entra em estúdio para o longa-metragem.
No caso de “Um Cabra Bom de Bola”, as gravações do filme foram feitas em cerca de três dias, somando aproximadamente 10 a 11 horas de estúdio. “É um processo bem dinâmico para entregar tudo no prazo”, contou.
A história de Zeca
Na animação, Zeca Brito vive em um mundo habitado por animais e se apaixona ainda criança pelo berroball — um esporte inspirado no basquete, mas com regras mais radicais, em que os jogadores podem usar patas e até o rabo para passar a bola.
O primeiro contato com o esporte acontece por incentivo da mãe. Encantado com a atleta Jaque Fonseca, já consagrada no berroball, ele sonha em se tornar como ela. Anos depois, surge a oportunidade de jogar ao lado da ídola, dando início à principal trama do filme.
Pré-estreia e recepção do público
Rafael participou de eventos de pré-lançamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, ao lado de outros nomes que participam do filme, como Hortência Marcari, Fred Bruno e Jukanalha. Segundo ele, a reação do público foi emocionante.
“A criançada saiu berrando do cinema. Teve gente que chorou, eu também. O filme está lindo”, afirmou.
Fonte: G1RN
