O novo plano de negócios da Petrobras anunciado na ultima sexta-feira mantém o nível de investimentos do plano anterior e não inclui novos projetos, o que foi percebido como a continuidade de um planejamento de gastos mais realista. Isso é traduzido pelo fato de a companhia divulgar dois números para o plano estratégico 2013-2017.O primeiro, de US$ 207,1 bilhões, se refere a projetos já em fase de implantação. O segundo, de US$ 236,7 bilhões, inclui aqueles que ainda não tiveram viabilidade econômica confirmada e onde estão incluídas as duas refinarias premium programadas para o Maranhão e o Ceará.

Foi bem recebido o fato de a companhia não aumentar os investimentos programados, com o plano ficando muito próximo do anterior. Um destaque é a previsão de obter US$ 9,9 bilhões com a venda de ativos principalmente este ano, quando os dois planos anteriores eram mais vagos, prevendo US$ 15 bilhões (o que incluía a liberação de garantias depositadas no fundo de pensão, Petros) ao longo de cinco anos. Esse fato foi bem recebido por alguns analistas na sexta-feira. Paula Kovarsky, do Itaú BBA, lembra que depois do último aumento do diesel havia alguma expectativa, que ela considerava otimista, de os investimentos da Petrobras pudessem ser reduzidos, mas ela acha que a separação entre projetos em fase de implantação e aqueles “em análise” que não foram aprovados foi “mais uma vitória” da presidente da Petrobras, Graça Foster.

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