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Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, a Petrobras informou que suas operações permanecem seguras e com custos competitivos, amparadas por rotas alternativas fora da área de conflito.
“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, afirmou a companhia, em nota.
Segundo a estatal, não há, neste momento, risco de interrupção nas importações ou exportações.
Apesar da avaliação da empresa, agentes do setor de combustíveis veem espaço para pressão sobre os preços domésticos nos próximos dias.
O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que a Petrobras deve aguardar que a “poeira se assente” antes de tomar qualquer decisão, mas ponderou que já é esperado um movimento de alta por parte de refinarias privadas.
Estreito de Ormuz
Em resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei, o governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar lá.
Para Araújo, contudo, o risco já estava “precificado”.
“Acho que não é o fato da confirmação do fechamento da ameaça de bombardear navios que se atrevam a cruzar o Estreito de Ormuz, acho que isso não vai impactar em novo aumento de preço, acho que já está precificado”, explica.
Ele avalia que o conflito pode se arrastar por “algumas semanas”, quiçá “meses”. “Com isso, a minha expectativa é de que o preço do petróleo vai ficar flutuando entre 80 dólares o barril, talvez um pouco mais, mas que não deve retornar aos 60,65 como a gente via no passado”, disse.
Em meio à crise, os preços internacionais do petróleo chegaram a subir até 13%, ultrapassando US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.
Fonte: G1