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Peritos da Força Aérea Brasileira vão investigar as causas do incidente que parou o maior aeroporto do país. Logo depois de levantar voo no domingo (29) em Cumbica, um dos motores de um avião lotado começou a pegar fogo. O piloto fez meia-volta e retornou para um pouso de emergência. Passageiros viveram momentos de pânico.
Um susto registrado por quem estava dentro do avião e fora, por câmeras de monitoramento e pela vizinhança do aeroporto. O motor esquerdo pegou fogo logo depois de o avião decolar do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Com calma, o piloto explicou aos passageiros o que estava acontecendo e o que iria fazer em seguida:
“Temos que retornar ao aeroporto devido a esse problema da perna da turbina. A aeronave continua estável e podendo voar com segurança. Estaremos retornando ao aeroporto”.
O Airbus A330 da Delta Airlines estava lotado, com 272 passageiros e 14 tripulantes, e iria para Atlanta, nos Estados Unidos. De volta a Guarulhos, pousou em segurança e foi recebido pelo serviço de resgate. Ninguém ficou ferido.
“Bateu aquele desespero, sabe? Esse avião vai cair, o que a gente vai fazer? Mas o piloto conseguiu pousar muito calmo. Deu uma leve turbulência, mas foi tudo muito calmo”, conta a passageira Ana Elisa Breitenbuchur.
“No final das contas, eu também estava pensando muito nos pilotos, torcendo e acreditando muito que eles sabem lidar com isso e que ia dar certo”, diz o estudante universitário Davi Ramui.
A pista do maior aeroporto do país ficou interditada por três horas. Quatorze voos foram desviados para outros aeroportos e 28 cancelados, segundo a concessionária GRU Airport.
O especialista em segurança de voo Roberto Peterka explica que quando o piloto não pode contar com um dos motores em um bimotor como esse, um outro motor mantém o avião sob controle até que seja feito o pouso seguro.
“Embora seja possível manter o voo com um motor só, no caso do bimotor, bi turbina, é aconselhado, por medida de segurança, que você pouse no aeroporto mais próximo. E no caso desse avião, era o próprio Guarulhos”, explica Roberto Peterka, especialista em segurança de voo.
Ainda não se sabe o que provocou a explosão do motor do avião. A FAB, Força Aérea Brasileira, informou que peritos do Cenipa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, já foram acionados para fazer o trabalho de coleta de dados, checagem de danos e levantamento de outras informações que possam ajudar na investigação.
O professor de Engenharia Aeronáutica da USP James Rojas Waterhouse disse que em situações como essa, uma das opções é jogar parte do combustível fora antes do pouso e que o piloto agiu corretamente, porque poderia não saber se esse procedimento naquele caso poderia provocar outro incêndio.
“Ele não sabia se tinha conseguido, eventualmente, extinguir todas as chamas ou se tinha ainda algum resquício. Então, ele preferiu voltar logo para a pista”, afirma James Rojas Waterhouse, professor do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP.
O professor da USP ressaltou a segurança do transporte aéreo:
“Você tem que ter sempre uma redundância, é o que aconteceu. Então, a gente pode ver que tudo isso funciona e funciona muito bem, tanto é que o avião conseguiu voar, conseguiu voltar, pousar em segurança e todos saíram bem do avião”.
A Delta Airlines informou que o avião teve um problema mecânico no motor esquerdo. A companhia pediu desculpas, disse que vai realocar os passageiros e garantir que eles cheguem em segurança aos Estados Unidos.
Fonte: G1RN