A Fonterra, maior exportadora mundial de laticínios, está sob pressão do governo neozelandês, de pecuaristas e de autoridades financeiras devido à forma como lidou com uma contaminação alimentícia que levou ao recolhimento de produtos e assustou pais da China à Arábia Saudita. O governo da Nova Zelândia enviou agentes às instalações da Fonterra, a maior empresa do país, após acusações de que a companhia demorou a admitir que havia vendido proteína de soro de leite contaminada com uma bactéria capaz de provocar botulismo, uma doença potencialmente fatal. Não há relatos de consumidores doentes por causa da contaminação, mas o caso macula a imagem da Nova Zelândia como um país “limpo e verde”.

Na segunda-feira (5), o executivo-chefe da Fonterra, Theo Spierings, disse que a empresa não teve produtos banidos da China, sofrendo apenas restrições ao concentrado de soro de leite. Ele disse esperar que as restrições sejam suspensas já neste semana, assim que a Fonterra entregar às autoridades chinesas uma explicação detalhada sobre as falhas. China, Hong Kong, Sri Lanka e outros países, no entanto, decidiram retirar do mercado novos lotes de leite em pó infantil que possam estar contaminados, e o governo da Nova Zelândia alertou que a China pode ampliar a outros produtos lácteos as restrições atualmente impostas à proteína do soro do leite em pó.

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