OAS foi responsável por grandes obras, como a construção do Arena das Dunas, em Natal

A construtora OAS, um dos alvos de investigação da Operação Lava Jato, não honrou o pagamento da 9ª emissão de debêntures de R$ 100 milhões que venceu ontem mesmo após passar o dia em negociação com credores com o auxílio de assessores financeiros e legais, conforme apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Procurada, a OAS confirmou que o título não foi pago e que suspendeu temporariamente todos os pagamentos não relacionados à sua operação.

As debêntures foram emitidas no âmbito da instrução 476, de esforços restritos, na qual são ofertadas a no máximo 50 investidores, mas apenas 20 podem adquiri-las. O Bradesco é o banco mandatário da emissão e o Santander o coordenador líder, segundo informações disponibilizadas na Cetip e na Anbima.

O vencimento da 9ª emissão de debêntures da OAS é abril de 2016, mas, conforme explicaram agências de risco, em comunicado, há uma cláusula que estabelece que a dívida venceria em 5 de janeiro de 2015 se os detentores dos papéis não aprovassem as novas condições para manter o cronograma original de amortização A remuneração dos papéis, segundo Cetip e Anbima, é de 2,65%.

O rebaixamento foi motivado pela falha da OAS em realizar o pagamento de US$ 16 milhões em juros sobre os bônus em 2 de janeiro de 2015 de uma emissão de US$ 400 milhões com vencimento em 2021. Após o período de carência de 30 dias, isso “constituiria um caso de inadimplência” e “pode desencadear uma aceleração na maior parte da dívida do grupo, exercendo assim uma maior pressão sobre a liquidez limitada da empresa para enfrentar os vencimentos de dívida significativos ao longo dos próximos 12 meses e, ao mesmo tempo, financiar suas altas necessidades de capital”, afirmou a agência, em um comunicado.

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