Ainda que o desempenho no mercado americano represente um recorde para dezembro, mês normalmente de estreias fracas, ele fica aquém do que projetavam analistas importantes da indústria. Segundo o jornal Los Angeles Times, a estimativa era que o longa, cujo orçamento foi de 250 milhões de dólares, abrisse com algo entre 120 milhões e 140 milhões de dólares nos EUA ou mais. O Imdb, site especializado em cinema, apostava em mais de 100 milhões. “O Senhor dos Anéis é uma das franquias mais populares da história, e adaptação de seu prólogo deveria ter sido um estouro de bilheteria”, escreveu por sua vez um analista do Box Office Mojo.
Ainda nos EUA, a bilheteria do fim de semana de estreia de O Hobbit foi maior do que a trilogia O Senhor dos Anéis. A Sociedade do Anel estreou com 47 milhões, As Duas Torres, com 62 milhões, e O Retorno do Rei com 72 milhões de dólares. Porém, se esses números fossem ajustados para os preços dos ingressos praticados hoje, seriam maiores. O lucro de O Hobbit também aparenta ser maior porque grande parte das exibições do longa são em 3D ou Imax, que têm ingressos mais caros do que as salas convencionais.
Entre os principais motivos para a fraca estreia do filme, estariam a grande quantidade de críticas negativas publicadas por veículos especializados e as controvérsias em que o filme esteve envolvido, como a decisão de Peter Jackson em filmar em 48 quadros por segundo — uma velocidade maior, que dá sensação de hiperrealidade — e acusações de que animais teriam morrido durante as filmagens.
Apesar disso, os maus números iniciais não devem prejudicar o filme. Segundo o Box Office Mojo, lançamentos de dezembro tendem a emplacar aos poucos, ganhando força durante as festas de fim de ano. Espera-se que ele lucre algo em torno de 300 milhões de dólares nos Estados Unidos, número semelhante ao obtido por cada um dos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis.