O número de servidores nas prefeituras municipais do Rio Grande do Norte cresceu 25,02%, saltando de 99.618 para 124.543 profissionais efetivos e contratados, entre os anos de 2005 e 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira (3), e fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic/2012). Em termos percentuais, o resultado do estado potiguar está abaixo da média nacional, que é de 31,72%, e em sétimo lugar quando comparado com os demais estados nordestinos. Apesar do avanço no número de pessoas empregadas, a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) lamenta que os repasses da União às prefeituras permaneçam os mesmos e o grau de dificuldade para honrar todos os débitos ao final de cada mês, aumente progressivamente.
De acordo com Benes Leocádio, presidente da Femurn, os dados expostos na Pesquisa refletem a ampliação dos Programas do Governo Federal. Ele citou que o Estratégia de Saúde da Família (ESF), a contratação de agentes de endemias, implantação de Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e ainda o pagamento de 1/3 do valor do salário para professores do Magistério planejarem aulas em dias “livres”, levou os municípios a contratarem mais profissionais e, consequentemente, onerando a folha de pagamento.
O Rio Grande do Norte é o quarto estado brasileiro com o maior número de servidores desempenhando atividades na administração direta dos municípios, com um percentual de 98,3%, ficando atrás de Rondônia, Mato Grosso, Espírito Santo e Amapá.